Comparação

Senhorio vs Google Sheets

O Google Sheets é a escolha de muitos senhorios portugueses — é gratuito, está sempre disponível e sincroniza automaticamente. Mas há coisas que simplesmente não consegue fazer.

FuncionalidadeGoogle SheetsSenhorio
Registo de pagamentos de renda✓ Manual✓ Automático
Recibos eletrónicos legais (Portal Finanças)
Acesso em qualquer dispositivo✓ (conta Google)
Alertas de prazos contratuais✗ (tem de configurar)✓ Automático
Cálculo de atualização de renda (INE)Manual, com fórmulas✓ Automático
Simulação de IRS e regimes fiscais
Relatório para Anexo F do IRS
Registo de despesas dedutíveisManual✓ Com categorias legais
Histórico de contratos e documentosFicheiros dispersos no Drive✓ Centralizado
CustoGratuitoPlano pago
Conformidade com NRAU e ATResponsabilidade do utilizador✓ Atualizado
Partilha com contabilista✓ Partilha de ficheiro✓ Exportação estruturada
Segurança de dadosDepende da conta Google✓ Dedicada

O Google Sheets funciona — até surgir o primeiro problema

O Google Sheets tem vantagens reais sobre o Excel para gerir rendas: está sempre acessível no telemóvel, sincroniza em tempo real, e pode ser partilhado com o cônjuge ou contabilista sem enviar ficheiros por e-mail.

Para um senhorio com 1 imóvel e rotina estável, um Sheets bem organizado pode funcionar durante anos. O problema começa quando a lei exige ações que um Sheets simplesmente não pode executar — e quando um erro nessas ações tem custas fiscais ou legais.

O que o Google Sheets não faz por si

1. Emitir recibos eletrónicos legais

A lei portuguesa obriga todos os senhorios a emitir recibo eletrónico no Portal das Finanças para cada pagamento de renda recebido. O Google Sheets pode registar o pagamento — mas não emite o recibo.

Emitir um recibo no Portal das Finanças significa: fazer login, navegar até à área de recibos, preencher NIF do inquilino, valor, período, tipo de renda, e submeter. Para 3 imóveis, são 36 recibos por ano. Para 10 imóveis, são 120. O tempo acumula.

A coima por não emissão de recibo pode ir até 3.750€ para pessoas singulares. Um Sheets não o avisa quando está em falta — e não o pode substituir no Portal das Finanças.

2. Alertar para prazos que esquece

Um contrato de arrendamento de 1 ano que termina a 31 de dezembro exige que o senhorio envie a carta de não renovação até 2 de setembro (120 dias antes). Perdeu esse prazo? O contrato renova automaticamente.

É possível configurar um Google Sheets para alertar para datas? Em teoria, sim — com scripts do Google Apps Script ou integração com o Google Calendar. Na prática, a maioria dos senhorios não o faz, ou configura uma vez e esquece de manter quando há mudanças de contrato.

Os prazos críticos que um Sheets não gere automaticamente incluem:

  • Pré-aviso de não renovação de contrato (120 ou 240 dias)
  • Registo do contrato na AT (30 dias após início)
  • Entrega do Mapa de Rendas / Modelo 2 (15 de fevereiro)
  • Comunicação de atualização de renda ao inquilino (antes do início do ano)
  • Prazo de declaração de IRS (abril–junho)

3. Calcular o IRS da forma certa

Desde 2025, o IRS de arrendamento tem três regimes fiscais distintos: o RSAA (taxa 0%, com critérios de renda máxima), a taxa reduzida de 10% (para contratos habitacionais ≤€2.300/mês), e o regime geral de 25% (ou englobamento). A decisão entre os três depende da situação fiscal total do senhorio.

Um Sheets pode ter fórmulas para simular estes regimes — mas alguém tem de as construir, manter atualizadas quando a lei muda, e o senhorio tem de saber interpretar os resultados. A lei fiscal mudou em 2024, 2025 e 2026. Quem tem um Sheets com as regras de 2023 pode estar a calcular mal há dois anos sem saber.

4. Preparar o Anexo F do IRS

O Anexo F da declaração de IRS exige o rendimento bruto por contrato, as despesas dedutíveis categorizadas, o NIF do inquilino, o número do contrato registado na AT e o município do imóvel. Reunir tudo isto de um Sheets no final de março é um processo propenso a erros — especialmente se houve mudanças de inquilino, obras, ou despesas variáveis.

Onde o Google Sheets ainda tem vantagem

Sendo honesto: o Sheets tem pontos fortes reais que merecem reconhecimento.

  • É gratuito: para um senhorio com 1 imóvel e renda baixa, o custo de um software dedicado pode não justificar-se
  • É flexível: pode adaptar completamente a estrutura às suas necessidades específicas
  • A partilha é simples: enviar o link ao contabilista é rápido
  • Não há lock-in: os dados são seus, exportáveis a qualquer momento

O Sheets é uma ferramenta honesta. O problema não é o que o Sheets é — é o que a gestão de arrendamento em Portugal exige que vai além do que o Sheets pode dar.

Para quem o Senhorio é a alternativa certa

O Senhorio foi construído especificamente para senhorios portugueses — não é uma plataforma internacional adaptada com um add-on para o mercado português. O que isso significa na prática:

🧾

Recibos legais integrados

Emissão de recibos eletrónicos em conformidade com os requisitos da AT, sem sair da plataforma.

📅

Prazos automáticos

Alertas para pré-avisos contratuais, registo na AT, Mapa de Rendas e declaração de IRS — sem configurar scripts.

📊

IRS atualizado

Simulação dos três regimes fiscais de 2026 com as regras corretas, atualizada a cada mudança legislativa.

Quando faz sentido mudar do Sheets para o Senhorio

Não é preciso mudar imediatamente se o Sheets está a funcionar para si. Mas estes são os sinais de que uma plataforma dedicada começa a fazer sentido:

  • Tem 2 ou mais imóveis arrendados
  • Mudou de inquilino e teve de gerir novos registos, cauções e prazos
  • Já esqueceu um prazo da AT ou um pré-aviso de contrato
  • Passou horas a reunir dados para o IRS em março
  • Quer ter a certeza de que os recibos estão todos emitidos correctamente

Substitua o Sheets por uma plataforma feita para senhorios portugueses

O Senhorio está em desenvolvimento. Seja dos primeiros a usar e receba acesso prioritário quando lançarmos.

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